Muito obrigada pela beleza de seus textos
Outros cantos
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dezembro 29, 2008
novembro 03, 2008
junho 28, 2008
maio 19, 2008
maio 15, 2008
maio 06, 2008
anos juntos
amigo, filho, irmão
de nada, cara
para meu amigo. criatura, és o maior e mais belo de todos!
Apareceste pra mim sei bem quando
és aquilo que me fascina, meu grande amigo
certeiramente com sua beleza inefável
instalou-se em minha torpe existência, sem comando
o irmão mais novo que tenho sempre comigo
obrigada por existir na minha vida...
maio 04, 2008
março 15, 2008
Exclamações
Feliz dia da poesia!
[Sim, sei que estou atrasada...]
Ontem, quatorze de março, foi dia da poesia. Felicidade aos poetas! Felicidade aos boêmios tortos que vêm letras no seu dia-a-dia.
Em homenagem à esse dia decidi postar uma parte de um livro do Paulo Leminski, algum hai-kai ou algo do tipo. Mas ainda agora ouvi um samba que me fez soltar aquele velho "putaquepariu!" que sai da boca quando algo toca a alma [o verso chegou no neurônio ao mesmo tempo que no coração.]
"Nascido no subúrbio nos melhores dias
Com votos da família de vida feliz
Andar e pilotar um pássaro de aço
Sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço
Com as fardas mais bonitas desse meu país
O pai de anel no dedo e dedo na viola
Sorria e parecia mesmo ser feliz
Ê, vida boa
Quanto tempo faz
Que felicidade!
E que vontade de tocar viola de verdade
E de fazer canções como as que fez meu pai
Num dia de tristeza me faltou o velho
E falta lhe confesso que ainda hoje faz
E me abracei na bola e pensei ser um dia
Um craque da pelota ao me tornar rapaz
Um dia chutei mal e machuquei o dedo
E sem ter mais o velho pra tirar o medo
Foi mais uma vontade que ficou pra trás
Ê, vida à toa
Vai no tempo vai
E eu sem ter maldade
Na inocência de criança de tão pouca idade
Troquei de mal com Deus por me levar meu pai
E assim crescendo eu fui me criando sozinho
Aprendendo na rua, na escola e no lar
Um dia eu me tornei o bambambã da esquina
Em toda brincadeira, em briga, em namorar
Até que um dia eu tive que largar o estudo
E trabalhar na rua sustentando tudo
Assim sem perceber eu era adulto já
E, vida voa
Vai no tempo, vai
Ai, mas que saudade
Mas eu sei que lá no céu o velho tem vaidade
E orgulho de seu filho ser igual seu pai
Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é o espelho se quebrar"
João Nogueira, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho
Putaquepariu que samba lindo![Nada como um bom samba num sábado à noite...
Droga! Faltou a mesa de bar.]
fevereiro 28, 2008
O tempo passou e só Carolina não viu...
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