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novembro 19, 2008

muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito... !!!

Aaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!

muitos muitos
DEMAIS

novembro 04, 2008

Páginas
amareladas
de um caderno que se recusa a escrever.

o que os anos não fazem com a vida.

o que os grilos não fazem com o coração.

quem se importa, quem se importa...
tudo tem começo, meio e fim e meios de antecipar o final.
pena

outubro 04, 2008

e eis que o portão mais uma vez se abriu
"os bons filhos, sedentos, a casa retornam"
não versos
não festas
não gritos e porres
não risos, cigarros...

sossego

os sopros dela ao meu ouvido
seus sussurros e gemidos
olhares

segredos

ansiou tanto pela calma
da alma
que o jogo se enjaula

e morre

duvidou tanto do mundo
que este lhe respondeu.

Elenise Penha

outubro 01, 2008

quem realmente importa para você?
quem sentiria sua falta se você morresse?
quem não seria o mesmo sem você?
quem não seria você o mesmo sem ele(a)?
quem é seu pai? sua mãe?

quem é você?

o que é realmente você?

que horas você abre os olhos?

quando você nasceu pela segunda vez?

quem realmente sente sua falta? quem se importa? quem te importa???

o quê?

maio 26, 2008

Conversas de meia-vida


- Hoje, pela manhã, eu estava até bem.
- É só o efeito da radiação solar. O canto dos pássaros às vezes dá uma sensação de bem estar. É como quando se está com muita sede e bebe um copo de água bem gelada...
- É... e depois vem a sede de novo, talvez a fome.
- Exato.
- Aí veio a noite, e junto com ela mais uma tonelada de nuvens negras sobre minhas costas. Sobre as minhas pálpebras...

[...]

- Mas e então, quem é você?
- Posso dizer-te várias coisas, minha criança. Dizer como sou e o que sou, minha cor, minha raça, minha espécie, com quem ando e porquê. Posso dizer-te meu nome, o que faço e o que gosto. Às vezes posso até dizer o que penso. Mas o que sou... Não.

Se levantam do banco. Cada um p'ro seu lado.

maio 13, 2008

Não adianta mais nada. O trem já passou e junto com ele a meia-noite. E verbos feitos de sussurros entre pessoas. Olhares entre corpos. Nada mais. Vejo a menina ingênua, feliz, passando de um lado a outro sem nada saber. Queria ser que nem ela. Queria não saber das coisas. Queria deixar de suspeitar das pessoas. Queria amar... Queria amar ainda mais.
*Perdi meu caderno de retalhos. Capa roxa, espirais. Viste?!
E assim a vida continua. Ou, como diz aquele poeta que conheço tanto, a roda já está feita, só precisa ser usada. Ela continua girando com seus vestidos longos e cabelos curtamente negros. Os olhos dela estão fechados. Esperando algum dia possa vir amanhecer de novo.

maio 01, 2008

Preferes as cousas ou as pessoas???

e tudo em mim dói. como se eu estivesse cheia de chagas. feridas abertas, expostas aos vírus, sem nenhum anticorpo, sem nenhuma imunidade.

*para isso, existem as vacinas. e a seringa quebrou...

e tudo é um olhar vazio. um sorriso de plástico, amarelado. amarelo por causa do tempo. tempo tempo tempo maldito que teima. nada de dias nublados. "se chover vai ficar frio e eu não quero pôr a roupa. se chuver tudo, tudo vai escorrer. vai embora."

não, não é assim. a chuva é bonita... apesar de encher seus dedos de lama e molhar seus livros.

*o nada, nesse momento, cairia melhor...

na dúvida, sente. observe ao redor e não fale. apenas responda as perguntas que eventualmente são feitas. ligue o piloto automático e sorria de vez em quando, pra não levantar suspeitas.

*o que vem fácil, vai fácil também?

e não adianta mais fazer muita coisa. o tempo já passou e o portal já foi aberto. nenhum aceno triste no embarque. nenhuma lágrima. nem ao menos um adeus...

*é melhor assim, não é verdade?!

é melhor assim, é melhor assado. sempre um plano. sempre. "vou arrumar meu quarto, depois tomo banho, dou comida pro cachorro e vou pra casa da..." no mesmo dia acorda mal-humorado porque a água acabou e o dinheiro parece que foi com a última descarga do banheiro.

*as coisas acabam. é a ordem natural delas...

[NEM SEMPRE É O QUE PARECE. SEMPRE É O QUE ACONTECE E TUDO QUE ACONTECE É POR CULPA SUA. TODA SUA! SUA E DE MAIS NINGUÉNS.]

dor. olhar vazio. sorriso amarelado.
e nunca vi um celular pra vibrar tanto... e nada. as pessoas falam, falam, falam, falam, falam... e, de repente, o mundo pára de girar.

os receptores de acetilcolina, aquele zumbido no ouvido, a tontura e a vontade de sair andando no passo bêbado das noites e dias nublados. porque agora pode chover. não tenho muitos bens pra guardar mesmo...

*o bolo de chocolate saiu amargo. o açucar que existia acabou. os que trabalham na venda não abrem a porta pra mim.

"Don´t analyse, don´t analyse.
Don´t go that way, don´t live that way.
That would paralyse your evolution"

Elenise Penha

abril 16, 2008

Delírio, sal e sangue: saliva



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tenho uma vida de humores
e horrores pela frente
um filho pra criar
o jornal pra ler
e comida pra fazer
então pra quê ficar aqui parada
pensando?
em quê?!

(silêncio)

posso dominar o mundo, quer vir?

- não.

maldita polifonia.

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queria ficar aqui parada
permanecer em silêncio
e ouvir as ondas, mas
antes tenho que perguntar:

- Pra que lado fica a praia mesmo???

- ...

- É longe?

- ...

- Droga. Então vou voando. Volando e velando o tempo passado e maldito. Mas não quero saber do tempo. Preocupo-me com as coisas mundanas como casa, trabalho e filhos.

Contas pra pagar.

Desejos a realizar.
Feridas para lamber.

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Entre o delírio e a MORTE...

chora, criança, chora
chora que a noite já vem

Elenise Penha

março 13, 2008

o que resta?

caralho... uma da manhã: sem saco, sem sono.
o que me resta?

escrever

e concordar com o cara que grita dentro do som: nosso maracatu pesa uma tonelada. E o meu insiste em ficar nas costas

uma tonelada de surdez
[e de mudez...]

fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia, fantasia...

fanta asia
fanta Àsia

tanta azia, tanta...

essa mania de querer, quimera eu parar de querer...
quero parar de querer!

Schopenhauer, maldito!!!

[...]

sim, agora volte e me ensine...

(não volte! não... não... nããão!!!)

março 07, 2008

Praia

Ela sentou na beira do mar porque cansou de correr na praia. Ela usa preto pois o marrom não lhe diz nada. Cuida de seus filhos já que não pode dar comida a eles.

Mas um dia ela tem que dormir.

Então ela tira os pés da água e põe de novo na vida. A areia seca do meio-dia não a maltrata mais como antes. O que incomoda são as pedras, as pequenas pedras que ficam entre seus dedos. As pedras que a fazem sangrar. Ela perdeu as sandálias a pouco e não vai voltar para pegá-las.

Mas ela um dia tem que dormir.

Não sabe que horas são, não importa. Ela deita enquanto vê a Lua erguendo seu corpo por sobre o Mar. Já perdeu as sandálias, agora falta perder o vestido...


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"a vida não é um mar de rosas
é um ar, uma grande bolha, de coisas
um ar de coisas"


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Não quero fotos, nem fatos, nem flores...


fevereiro 20, 2008

ufa!

...

passa vida, passa-tempo, passa boi, passa boiada
passa chuva e passa sol
passa azul e passa roxo
passa ele e passa ela

passa a vida, passa que ela passa
passa o copo
passa o cigarro

...

desejo que sejas inteiramente feliz
more numa fazenda e tenha filhos
um cônjuge e um cachorro chamado Fluffy

...